Já me não convém o título de homem livre
Sou um mero bloco orgânico esculpido pelas relações sociais
Querem-me resistente como um diamante
No entanto, sou apenas grafite, frágil,
Um simples alótropo sujeito às forças elétricas
tipicas da hibridação sp2
Esperam ver em mim a singularidade de Camões
A unicidade de Drummond
E o brilho extasiante de Guimarães Rosa
Todavia, sou um mortal comum
Exigem-me o conhecimento de tudo
Sim, de tudo mesmo !
Impõem-me que eu saiba física,
porém é difícil entender a realidade
quando se vive dentro de um buraco negro
Sim, caro leitor, a sociedade capitalista
apresenta uma força gravitacional
muito maior que a de Newton
Em meio a tantas vicissitudes,
tomar uma atitude é equivalente a ser
herege na Idade Média
Dessa forma, faz-se que nem os monges:
Esconde-se os tesouros intelectuais e culturais
Para os reis da mídia, é imperativo alienar
Sim, nobre leitor, eles adoram teatro !
Controlar mentes proporciona-lhes um prazer
não encontrado em nenhuma droga existente
O poder é o ópio que os apodrece
Há um quê de Efeito Dorian Gray neles
No final das contas, almejo um carpe diem
com um quê de romantismo, e uma pitada
de simbolismo, e a ousadia da primeira geração
modernista, e a modernidade contemporânea, e,
às vezes, a racionalidade parnasiana
Sou, de fato, um fractal interminável
A cada análise, relevo-me ainda mais estonteante
O difícil é inferir isso em meio a um ambiente
paupérrimo de reflexão.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
sábado, 23 de abril de 2011
Um olhar sobre Realengo
Imagine um choro, mas não um choro qualquer. Ouça gritos tão contundentes quanto os de uma mãe que acaba de perder um filho. E um olhar petrificado de quem olha para a Medusa. Depois de ponderar todos esses fatores, talvez você tenha noção do que se passou na Escola da Chacina de Realengo.
Comecemos então a lhe contar, nobre leitor, o fato de que o Inferno não precisa ser necessariamente um local exclusivo dos que não apresentam mais uma casca orgânica e mesquinha. Poderia ficar aqui tecendo todas as minhas opiniões críticas sobre o mundo atual - ou deveria dizer desfile de Vaidades contemporâneo ? Não tenho dúvidas de que essa é a era de Afrodite. O império de Atenas parece estar às ruínas, tal como o Partenon, e o aquecimento global têm deixado Poseidon furiosíssimo. E Deméter está de braços cruzados, sem poder ajudar os agricultores. Mas deixemos essa questão de lado e analisemos o caso proposto, caso contrário, fugiremos facilmente do tema.
Arrumei a minha mochila como de costume. Sempre tive de colocar os livros, o lanche , a escova de dentes, o fio dental, a pasta de dente...Enfim, tudo o que era necessário para assistir às aulas daquele dia. Acordar até que foi fácil, o complicado era se arrumar. Ser menina não é brincadeira ! Haja pente nesse cabelo rebelde e comprido. Ah, como era bom essa existência inocente e livre de tantas responsabilidades...
Um gole de café com leite. Pão com manteiga. Escovar os dentes arrumar a mochila. Conversar com os pais durante o café-da-manhã. E ir juntamente com a mamãe até o carro. Eis aí a síntese da manhã antes de estar na sala de aula. Não era um hábito meu realizar todas essas ações rapidamente, mas hoje acordei especialmente alterada. Pesadelo horrível ! A bomba de Hiroshima caiu como um míssil sobre a minha carne. E assim todo o meu eu físico se desintegrou.
Estou na sala. Estamos em meio a uma atividade recreativa. A professora ensina atenciosamente a experiência prática de que o feijão nasceu em meio ao potinho de algodão. Olhos faiscavam diante do espetáculo da vida. Se tudo parasse por aí, ótimo. Estaríamos muito bem. Porém, conhecemos o popular sentido oposto. Foices, facas, falas...Tudo isso me atravessou como o vento cortante que passa de repente. E, de fato , a intuição não era enfeite. Parece que, de alguma forma, alguém tentava me alertar sobre o perigo iminente.
Subitamente, surgiu um jovem. Desde que o vi, senti a impressão de que a temperatura ambiente despencou aos patamares polares. O olhar dele era mais frio do que o de um felino preste a atacar a sua presa. A professora estranhou bastante a presença inusitada do rapaz. Ele fora ex-aluno na época em que a professora havia iniciado a carreira no magistério.
Quando ele levantou os dois revólveres, o desespero foi geral. Senti a foice da morte tangenciando o meu corpo. Era como se ela estivesse em meio o um ritual macabro para me levar a outro mundo. A professora pedia misericórida ao "inquisitor". Esse dizia , a todo instante, que os impuros deveriam ser extintos da face da Terra.
Um menino gordinho começou a chorar, afirmando que não queria morrer. Para a surpresa de todos, o jovem armado garantiu que a vida do menino seria poupada. A calma expressa pela voz do homem jovem era assustadora. Um autêntico filme de terror, só que ao vivo e a cores.
Ele ordenou o enfileiramento de 8 meninas. Todas se ajoelharam a pedido do "juiz da vida". Ele atirou em todas. A morte foi inevitável.
Desde então, não sei mais o que se passa. Como eu sei de tantos detalhes? Simples. Eu sou uma das meninas mortas nessa tragédia. Desde que cheguei aqui do outro lado, não consigo me desapegar totalmente da minha família. O sofrimento deles me toca. É sufocante. Porém, é necessário que eu me desligue desse mundo. Não quero ser mais uma alma penada.
A morte é uma passagem interessante. Aprende-se muito. Ou você achou até aqui que eu era uma criança com inteligência fora do comum devido a esse vocabulário? Não. É que , quando chegamos do outro lado, a memória volta. Dito isso, não posso dizer mais nada. A existência é repleta de mistérios. Cabe a você descobri-los. Enquanto isso, mando os meus votos de esperança a essas famílias arrasadas por esse maremoto metálico que afetou muito mais do que 12 vidas.
Comecemos então a lhe contar, nobre leitor, o fato de que o Inferno não precisa ser necessariamente um local exclusivo dos que não apresentam mais uma casca orgânica e mesquinha. Poderia ficar aqui tecendo todas as minhas opiniões críticas sobre o mundo atual - ou deveria dizer desfile de Vaidades contemporâneo ? Não tenho dúvidas de que essa é a era de Afrodite. O império de Atenas parece estar às ruínas, tal como o Partenon, e o aquecimento global têm deixado Poseidon furiosíssimo. E Deméter está de braços cruzados, sem poder ajudar os agricultores. Mas deixemos essa questão de lado e analisemos o caso proposto, caso contrário, fugiremos facilmente do tema.
Arrumei a minha mochila como de costume. Sempre tive de colocar os livros, o lanche , a escova de dentes, o fio dental, a pasta de dente...Enfim, tudo o que era necessário para assistir às aulas daquele dia. Acordar até que foi fácil, o complicado era se arrumar. Ser menina não é brincadeira ! Haja pente nesse cabelo rebelde e comprido. Ah, como era bom essa existência inocente e livre de tantas responsabilidades...
Um gole de café com leite. Pão com manteiga. Escovar os dentes arrumar a mochila. Conversar com os pais durante o café-da-manhã. E ir juntamente com a mamãe até o carro. Eis aí a síntese da manhã antes de estar na sala de aula. Não era um hábito meu realizar todas essas ações rapidamente, mas hoje acordei especialmente alterada. Pesadelo horrível ! A bomba de Hiroshima caiu como um míssil sobre a minha carne. E assim todo o meu eu físico se desintegrou.
Estou na sala. Estamos em meio a uma atividade recreativa. A professora ensina atenciosamente a experiência prática de que o feijão nasceu em meio ao potinho de algodão. Olhos faiscavam diante do espetáculo da vida. Se tudo parasse por aí, ótimo. Estaríamos muito bem. Porém, conhecemos o popular sentido oposto. Foices, facas, falas...Tudo isso me atravessou como o vento cortante que passa de repente. E, de fato , a intuição não era enfeite. Parece que, de alguma forma, alguém tentava me alertar sobre o perigo iminente.
Subitamente, surgiu um jovem. Desde que o vi, senti a impressão de que a temperatura ambiente despencou aos patamares polares. O olhar dele era mais frio do que o de um felino preste a atacar a sua presa. A professora estranhou bastante a presença inusitada do rapaz. Ele fora ex-aluno na época em que a professora havia iniciado a carreira no magistério.
Quando ele levantou os dois revólveres, o desespero foi geral. Senti a foice da morte tangenciando o meu corpo. Era como se ela estivesse em meio o um ritual macabro para me levar a outro mundo. A professora pedia misericórida ao "inquisitor". Esse dizia , a todo instante, que os impuros deveriam ser extintos da face da Terra.
Um menino gordinho começou a chorar, afirmando que não queria morrer. Para a surpresa de todos, o jovem armado garantiu que a vida do menino seria poupada. A calma expressa pela voz do homem jovem era assustadora. Um autêntico filme de terror, só que ao vivo e a cores.
Ele ordenou o enfileiramento de 8 meninas. Todas se ajoelharam a pedido do "juiz da vida". Ele atirou em todas. A morte foi inevitável.
Desde então, não sei mais o que se passa. Como eu sei de tantos detalhes? Simples. Eu sou uma das meninas mortas nessa tragédia. Desde que cheguei aqui do outro lado, não consigo me desapegar totalmente da minha família. O sofrimento deles me toca. É sufocante. Porém, é necessário que eu me desligue desse mundo. Não quero ser mais uma alma penada.
A morte é uma passagem interessante. Aprende-se muito. Ou você achou até aqui que eu era uma criança com inteligência fora do comum devido a esse vocabulário? Não. É que , quando chegamos do outro lado, a memória volta. Dito isso, não posso dizer mais nada. A existência é repleta de mistérios. Cabe a você descobri-los. Enquanto isso, mando os meus votos de esperança a essas famílias arrasadas por esse maremoto metálico que afetou muito mais do que 12 vidas.
sábado, 16 de abril de 2011
Relato fictício da tragédia de Realengo
Casos de jovens que perderam a razão e o discernimento entre o certo e o errado são, infelizmente, mais comuns nos dias de hoje. Nos Estados Unidos, o mais famoso ocorreu em Columbine. No Brasil, no ano de 2011, houve um que chocou a todos: o massacre em uma escola pública de Realengo (RJ). A professora Maria M. estava na sala de aula dessa escola quando tudo aconteceu.
Ela estava auxiliando as crianças a aprender mais sobre triângulos quando, de repente, surgiu um homem jovem e armado com dois revólveres. Maria M. ficou sem ação e muito aflita. O homem simplesmente ordenou o enfileiramento de 10 meninas e , também, que elas se ajoelhassem no chão. Olhava friamente cada uma. Em menos de dois minutos, atirou em todas elas de tal forma que nenhuma sobreviveu. Maria entrou em estado de pânico e começou a implorar misericórdia ao assassino, mas esse não demonstrou nenhum arrependimento. A situação só foi resolvida quando os policiais detiveram o bandido.
Joias da Amazônia
A fauna e a flora são esculturas moleculares únicas produzidas ao longo do processo evolutivo das espécies. Todo esse patrimônio natural foi lentamente construído e gerou uma obra de beleza inigualável. Infelizmente, todos esses seres vivos estão em perigo. No Brasil, a demanda energética requer, para muitos, a construção de hidrelétricas na região Amazônica. Isso é um genuíno crime contra a natureza.
Ora, os avanços tecnológicos produziram fontes de energia mais limpas, tal como a eólica e a solar. Apesar do alto custo de implantação, o impacto ambiental é muito menor. Uma possível solução seria, pois, investir maciçamente nesse tipo de matriz energética a fim de aumentar a eficiência e diminuir os custos envolvidos. Por isso, é um grande absurdo optar pela construção de obras faraônicas tal como as hidrelétricas de grande porte. É importante ressaltar o fato de que todos têm o dever de manter os recursos naturais e, também, de usá-los sabiamente. É assim que se sintetiza uma nação consciente dos próprios deveres.
OBS: eu olho a palavra joia sem acento e acho que falta um certo brilho !
Ora, os avanços tecnológicos produziram fontes de energia mais limpas, tal como a eólica e a solar. Apesar do alto custo de implantação, o impacto ambiental é muito menor. Uma possível solução seria, pois, investir maciçamente nesse tipo de matriz energética a fim de aumentar a eficiência e diminuir os custos envolvidos. Por isso, é um grande absurdo optar pela construção de obras faraônicas tal como as hidrelétricas de grande porte. É importante ressaltar o fato de que todos têm o dever de manter os recursos naturais e, também, de usá-los sabiamente. É assim que se sintetiza uma nação consciente dos próprios deveres.
OBS: eu olho a palavra joia sem acento e acho que falta um certo brilho !
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Fama, um cavalo de Troia
Olá, nobres leitores !
Iniciei os trabalhos novamente. Aleluia !!! Está difícil conciliar tudo. Estudo, preocupação com a concorrência de três digítos - sim, isso mesmo!- , vendendo coisas no Mercado Livre de vez em quando... Enfim, tempos corridos tal como os contra-alísios. Importante ressaltar que esses ventos são secos. Sim, caro leitor, estou bitolado !
Assisti ao filme O retrato de Dorian Gray. Confesso que não li o livro, mas a história parece interessante. O filme não é muito bom não. Eu gostei mesmo foi da história. Fiquei curioso para ler o livro. Aqui está o último texto que eu fiz. Reparem como estou enferrujado.
Atingir o areté -ideal de perfeição humana- era uma meta para os gregos na Antiguidade Clássica. Prova disso são as belas esculturas gregas que eternizaram os deuses do Olimpo. Hoje em dia, os mortais às vezes apresentam o objetivo doentio de permanecerem na mente das gerações futuras. E o caminho mais fácil-e tortuoso!- de se alcançar esse desejo é através da fama. Essa é, infelizmente, um ópio na sociedade atual.
Ora, se não é muito interessante perseguir esse vício, o que o motiva? Simples. O senso comum associa fama ao enriquecimento fácil e desprovido de esforço. E mais: todo esse "pacote maravilhoso" ocorre em um curto período de tempo. Na verdade, a fama está mais para um "cavalo de Troia" do que para uma bênção propriamente dita. Muitos se esquecem de que a fama pode ser tão fugaz quanto a passagem do cometa Haley. O que pode eternizar uma pessoa é o reconhecimento por ações louváveis e não por pousar diante dos flashs no red carpet.. E assim os mortais perdem o seu lugar no Olimpo.
Como se pode ver, falta fluência, originalidade. O final é um pouco problemático. E eu ainda tenho algumas ideias para desenvolver em outros textos. Quem sabe no próximo post.
Até lá !
Tenham todos uma excelente semana !
Iniciei os trabalhos novamente. Aleluia !!! Está difícil conciliar tudo. Estudo, preocupação com a concorrência de três digítos - sim, isso mesmo!- , vendendo coisas no Mercado Livre de vez em quando... Enfim, tempos corridos tal como os contra-alísios. Importante ressaltar que esses ventos são secos. Sim, caro leitor, estou bitolado !
Assisti ao filme O retrato de Dorian Gray. Confesso que não li o livro, mas a história parece interessante. O filme não é muito bom não. Eu gostei mesmo foi da história. Fiquei curioso para ler o livro. Aqui está o último texto que eu fiz. Reparem como estou enferrujado.
Atingir o areté -ideal de perfeição humana- era uma meta para os gregos na Antiguidade Clássica. Prova disso são as belas esculturas gregas que eternizaram os deuses do Olimpo. Hoje em dia, os mortais às vezes apresentam o objetivo doentio de permanecerem na mente das gerações futuras. E o caminho mais fácil-e tortuoso!- de se alcançar esse desejo é através da fama. Essa é, infelizmente, um ópio na sociedade atual.
Ora, se não é muito interessante perseguir esse vício, o que o motiva? Simples. O senso comum associa fama ao enriquecimento fácil e desprovido de esforço. E mais: todo esse "pacote maravilhoso" ocorre em um curto período de tempo. Na verdade, a fama está mais para um "cavalo de Troia" do que para uma bênção propriamente dita. Muitos se esquecem de que a fama pode ser tão fugaz quanto a passagem do cometa Haley. O que pode eternizar uma pessoa é o reconhecimento por ações louváveis e não por pousar diante dos flashs no red carpet.. E assim os mortais perdem o seu lugar no Olimpo.
Como se pode ver, falta fluência, originalidade. O final é um pouco problemático. E eu ainda tenho algumas ideias para desenvolver em outros textos. Quem sabe no próximo post.
Até lá !
Tenham todos uma excelente semana !
segunda-feira, 7 de março de 2011
Falsos deuses do Olimpo
Olá a todos !
Continuo por aqui o momento "crítico de cinema", ou seja, aproveitei o feriado para assistir a mais um filme. Dessa vez, fui ao cinema e vi o documentário ganhador do Oscar 2011 Inside Job - traduzido como Trabalho Interno - do diretor Charles Ferguson.
O filme aborda as causas da crise econômica de 2008 que causou estragos significativos nas economias globais. Para ser bem sincero, eu não consegui entender tudo expresso no documentário. A quantidade de informações é grande. Enquanto você começa a pensar em uma, os entrevistados lançam outras, assim como o repórter. Aliás, esse jornalista provocou a ira de alguns entrevistados, o que foi engraçado.
O mérito maior dessa obra cinematográfica foi, sem dúvida, a demonstração da vida obscura de muitos banqueiros mal intencionados de Wall Street. É incrível constatar que a desgraça de muitos cidadãos americanos que perderam boa parte de suas economias gerou o lucro de poucos. E o pior: essas "sanguessugas de dólar" continuam a andar livremente nas ruas.Há crimes a ser investigados. Isso existe para quem possui enorme poder aquisitivo? É óbvio que não !
Enfim, você sai da sessão com nojo e com a nítida impressão de que a humanidade não tem salvação. E imaginar que muitos culpados da crise estão infiltrados no governo de Obama e nas MELHORES - sim, acredite - universidades dos Estados Unidos. Há professores de economia de Harvard, por exemplo, que dão consultoria a empresas as quais nem cogitam a hipótese de mudar de atitude a fim de evitar novas crises. Resultado disso: mais economistas alienados no mercado. E assim eles tentam adquirir um toque podre de Midas. E os indivíduos ingênuos que neles confiam ficam paralisados diante de tanta peçonha. Pelo visto as crises de 1929 e a de 2008 não foram suficientes para apagar a ganância nem o egocentrismo desses falsos deuses do Olimpo.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Filme Bravura Indômita, 127 Horas e aviso
Olá a todos !
Esse final de semana eu passei no cinema. De novo ! Comecemos então com o filme Bravura Indômita.
Os figurinos usados foram bem condizentes com o clima de faroeste. Fiquei impressionado com a qualidade dos diálogos. Eu não esperava tanto. O ambiente também foi bem escolhido para a história. As paisagens escolhidas são belas e relevam a falta de esperança interior das personagens. A atuação foi boa, mas alguns atores não me convenceram. O filme é morno. Não me envolveu tanto como o Cisne Negro.
Quanto ao 127 horas, foi muito bem produzido. O roteiro é extremamente previsível, de fato. Porém, nesse caso, a visão do diretor fez a diferença. Ele focou mais na condição do personagem, e não em algo óbvio do tipo um super heroi que o salva. A atuação do ator principal James Franco foi impecável, principalmente na cena de amputação. Eu tive que fechar os olhos. Foi muito bem feita ! Até demais...E os ambientes selecionados fazem diferença. Em momentos felizes, céu azul e poucas plantas em volta. Em momentos sombrios, a escuridão das rochas. O pouco período de banho de Sol enquanto a personagem encontra-se presa no buraco releva a esperança de se salvar. Enfim, foi muito bem feito !
Devido à volta às aulas, os posts ficarão mais espaçados. Conforme eu produzir mais textos, procurarei colocá-los aqui no final de semana. Preciso resolver um problema que me aflige !
Boa semana ! Abraço !
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